4 EMPRESAS GIGANTES QUE QUASE MORRERAM E CONSEGUIRAM SE REERGUER

4 EMPRESAS GIGANTES QUE QUASE MORRERAM E CONSEGUIRAM SE REERGUER

28 de setembro de 2019 0 Por Ailtton Sousa

Grandes empresas muitas vezes quebram. Um grande número delas já desapareceu nos últimos anos por falta de inovação: onde estão gigantes como Blockbuster, Yahoo, Kodak e Atari? Outras, porém, enfrentaram a morte e saíram mais fortes do que antes, depois de apostar em inovação e novos produtos.

Separamos aqui empresas que tiveram momentos muito dramáticos em suas trajetórias e que conseguiram se reinventar e se tornar mais fortes. Se a sua estiver em situação parecida, aposte em inovação: tirar uma empresa da crise muitas vezes é necessário alcançar novos mercados e inovar.

Apple

A precursora dos computadores pessoais passou por grandes dificuldades na década de 90. Depois da saída de Steve Jobs da Apple pela 1ª vez, parece que a companhia só fez produto perdedor – quem não se lembra do Newton – e estava em uma crise sem tamanho. Na virada do século, prestes a quebrar, chamou o fundador novamente para ser CEO da companhia (ao comprar sua startup, a NeXT).

Jobs agiu rapidamente, com a introdução do iMac (que foi um sucesso moderado), conseguiu um investimento polêmico com a Microsoft e focou em inovações. Pouco tempo depois, introduziu ao mercado o iPod, responsável por transformar a Apple nos olhos do consumidor e leva-la ao posto de uma das maiores empresas do mundo.

Crise resolvida, a companhia ainda desenvolveu o iPhone em 2007, aparelho que levou a Apple ao patamar de empresa mais valiosa do mundo e representante de mais de 50% das vendas da empresa nos últimos anos. A companhia hoje vale mais de US$ 1 trilhão e é comandada há quase uma década por Tim Cook, sucessor de Jobs.

BMW

Várias montadoras já quase morreram em suas trajetórias. Talvez nenhuma tenha tido um caso tão forte quanto a BMW, que amargou 14 anos de prejuízo desde o final da segunda guerra mundial, até o ano de 1959. Uma votação de acionistas foi chamada nesta época para discutir a dissolução da empresa.

A ideia era vender tudo ou uma fusão com a Daimler-Benz, dona da Mercedes-Benz, que se tornaria a grande rival da BMW eventualmente. As propostas foram negadas pelos acionistas da empresa, que resolveram investir na criação de carros para atingir um novo segmento que a BMW não atingia, os sedãs de 4 portas – com o BMW New Class. Deu certo e a empresa ganhou fôlego.

A partir daquele ano, a BMW voltou a lucrar e comprou uma outra montadora alemã, a Glas, que tinha produtos complementares aos seus e garantiu o crescimento do corpo técnico da BMW para iniciar novos modelos. Logo depois, a BMW iniciaria as séries 3, 5 e 7, que são seus carros mais icônicos até hoje.

Nokia

Uma reconstrução em andamento! A Nokia foi a dona do segmento de celulares, dominando-o como nenhuma empresa já o dominou. A empresa da Finlândia chegou a ter 80% dele e praticamente o controlava, tendo criado alguns dos primeiros smartphones (radicalmente diferentes de como são hoje) e até mesmo produtos híbridos (como o Ngage).

O primeiro sinal de desgaste veio com o Blackberry, que mostrava que um celular era capaz de fazer mais coisas que os celulares da Nokia faziam. E então veio a Apple, com o iPhone e destruiu os celulares Nokia. A companhia até tentou sobreviver, mas apostou no Windows Mobile (que perdeu frente iOS e Android) e teve sua divisão de celulares comprada pela Microsoft por uma fração do que ela já chegou a valer.

A Nokia agora foca em soluções de tecnologia, pesquisou o 5G aplicável a celulares e pode receber cerca de R$ 15 por smartphone, de qualquer marca, que resolver utilizar sua tecnologia. Além disso, a companhia também prepara uma nova divisão de celulares, agora apostando no sistema operacional Android.

Starbucks

A Starbucks é um caso um pouco diferente, mas tão importante de se estudar quanto. O quanto uma empresa depende da visão de seus fundadores. Com 2.500 lojas no ano 2000, a empresa era super rentável, quando o fundador e CEO, Howard Schultz, resolveu sair da companhia.

Seu sucessor empreendeu uma expansão muito rápida da rede, chegando a 16.000 lojas em 2008. Isso destruiu a rentabilidade das lojas (muitas vezes, havia uma loja da rede a cada esquina, disputando mercado) e colaborou para um enfraquecimento da marca perante seu público.

Nesse cenário de caos, Howard Schultz resolveu retomar sua posição como CEO da empresa. Ele fechou todas as lojas da Starbucks temporariamente para ensinar os funcionários a fazer um bom café (com o intuito de melhorar a qualidade do produto) e diminuiu a competição entre lojas da companhia. Além disso, fez com que todos os funcionários aprendessem os valores da companhia. Deu certo e a Starbucks voltou a ser uma empresa rentável, com cerca de 20 mil lojas melhores espalhadas hoje em dia.


Fonte: www.startse.com